Uma das maiores tendências do momento é o Jejum Intermitente (JI), um padrão alimentar que corresponde a um período de jejum planeado e programado por um tempo determinado.
Surgiu recentemente com a premissa de que os nossos antepassados praticavam longos períodos de jejum, devido à possível escassez alimentar (atenção que, se antigamente o JI era praticado, era porque obrigatoriamente tinha de ser, e não por ser necessariamente melhor).
Existem diferentes protocolos que podem ser realizados 1, 2 ou 3 vezes por semana (jejum de 8h/12h/18h ou 24h).
Destacam-se alguns dos benefícios associados ao JI:
– Perda de peso/massa gorda;
– Diminuição do colesterol LDL;
– Maior sensibilidade à insulina;
– Redução da inflamação;
– Menor stress oxidativo;
– Melhoria do perfil hormonal.
O problema da maioria dos estudos sobre JI, é o facto de terem sido realizados em animais, com diferenças substanciais que não refletem o nosso metabolismo. Os estudos realizados em humanos pecam por terem uma duração demasiado curta para percebermos os seus efeitos a longo prazo. Além disso, alguns estudos que já compararam o JI a uma “dieta” tradicional com uma restrição calórica contínua, revelaram benefícios semelhantes.
É também necessário considerar possíveis efeitos adversos, como é o caso de algumas situações em que ocorre ganho de peso, distúrbios alimentares, aumento do cortisol, etc.
O JI pode ser sim uma opção válida e uma estratégia alternativa, no entanto não necessariamente a melhor.
É também importante salientar que, quando realizado, deve ser feito com o auxílio de um profissional capacitado, como o Nutricionista. Para indicar o jejum é necessário conhecer o paciente e os seus hábitos alimentares.
Inês Lourenço, Nutricionista CP nº 2334N


